sexta-feira, 11 de maio de 2018

Carta-1: página-11: #I [CdC-C1-11I]


PÁG 11 - PARÁGRAFO 9

Compreendi que as pessoas davam grande importância à individualidade e à forma. Elas não podiam imaginar uma mente ou inteligência operando de modo efetivo senão por meio da forma individual. Por isso, os Judeus haviam criado uma imagem mental de um imenso ser supremo, tendo todos os atributos positivos e negativos do ser humano. Desta forma era possível para os profetas acreditarem em – e falarem da – ira de Jeová, ameaças e castigos e da vinda de enfermidades e pragas em resposta à desobediência humana. Mas percebi que estas imagens mentais eram mitos. Elas não existiam.

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Fonte: CARTAS DE CRISTO - www.cartasdecristobrasil.com.br / Traduzido por Almenara Editorial.  www.almenaraeditorial.com.br
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ÁUDIO CES: Cartas de Cristo - Carta 1 - Página 11 - Parte #I.mp3
CARLOS comentando o trecho: 

Jesus nos traz aqui uma grande compreensão que ele teve. Ele começa dizendo, compreendi, e termina dizendo, elas não existiam. Que coisa é que ele compreendeu que essas coisas não existem? Vamos ver.

Ele diz, compreendi que as pessoas davam grande importância à individualidade e à forma. A individualidade é aquilo que faz cada pessoa ser o que é, assumindo o que é. Depois ele vai explicar que isso é uma tarefa do ego. O ego de cada pessoa faz com que a pessoa se sinta realmente um indivíduo, uma individualidade.

E a forma é a maneira como ela se expressa. Se é masculino, feminino, gente, homem, animal, uma coisa. Então, ele compreendia que isso era importante para as pessoas.

As pessoas viam que isso era importante, a individualidade e a forma. Agora, o outro lado, ele vai mostrar agora. Ele diz, elas não podiam imaginar uma mente ou inteligência fora dessa individualidade e forma.

Ou seja, operando de modo efetivo, senão por meio da forma individual. Ou seja, então, se o normal era que as pessoas tivessem uma individualidade, cada um era um e tem uma maneira de se apresentar, então, por um lado, fora dessa forma, não podia existir outra coisa. Elas não podiam imaginar uma mente ou inteligência que pudesse existir fora dessa individualidade e forma.

De modo efetivo. Então, tinha que ter uma forma na imaginação dessas pessoas. E ele diz, por isso, os judeus haviam criado.

Aí já é criação humana. O que é que os judeus criaram? Ora, se não pode existir uma inteligência sem um indivíduo e sem uma maneira, então, atribuir para Deus essa maneira de pensar. Os judeus haviam criado uma imagem mental de um imenso ser supremo.

Então, Deus devia ser um indivíduo enorme, de uma forma, não sei como, entendeu? Para poder ter a mesma coisa que um ser humano tem inteligência e forma. Tendo todos os atributos positivos e negativos do ser humano. Então, eles passaram para Deus essa ideia de um Deus humano, embora gigantesco, sei lá, que era essa individualização e essa forma.

Os judeus haviam criado uma imagem mental, só no pensamento, de um imenso ser supremo. Agora, com todas as coisas positivas e negativas que um ser humano tem, se o ser humano é bom, se o ser humano é ruim, então, Deus também devia ser assim. E ele disse, desta forma, era possível para os profetas, então, aqueles que falavam em nome de Deus, que chamamos profetas, ele acreditar, e Jesus disse, e falarem dar, acreditar, porque você podia acreditar e não falar, mas eles acreditavam e falavam.

As duas coisas. A chamada ira de Jeová, aqui traduziria por a ira de Deus, mas a palavra Jeová era usada no contexto do Antigo Testamento, porque Deus se revelou como aquele que é. Então, a tradução seria Jeová, embora, já explicamos, mais tarde, a igreja achou que essa literação não estava perfeita, então, o ideal seria Javé. E aqui, Cristo, nas cartas dele, ele veio usar a palavra, pelo menos nessa tradução para o português, autorizada pela editorial, ela traduz a palavra como Jeová.

Não sei se em outros idiomas isso varia, mas, tudo bem, a ira de Jeová, ou a ira de Deus. Então, Deus é um ser capaz de ficar irado, irritado, contra o quê? Porque, já que ele é um ser, um indivíduo que tem forma e individualidade, por isso a inteligência está nele, por causa disso, então, ele é capaz de se irritar, de ficar irado, e fazer ameaças, e fazer castigos, e aí vem toda a coisa negativa que depois traz, essa coisa atribuída a Deus, no sentido que, ele irado, vai trazer castigos, e dá vinda de enfermidades e pragas, em resposta à desobediência humana. Então, se o ser humano, em relação a esse Deus, não se comporta direitinho, então, esse ser, essa inteligência, seria capaz de trazer castigos e enfermidades, por conta disso, já que ele era igual a nós.

Erro gravíssimo, né? Mas, Jesus diz aqui, percebi que estas imagens mentais eram mitos. O que é um mito? Um mito é uma criação humana inventada, alguém criou essa história, e ela passa a ser reproduzida por todos, ou acreditada por todos, que a conhecem, e passam a acreditar do mesmo jeito. Isso é um mito, né? E ele conclui dizendo, elas não existiam.

Elas sim, estas imagens mentais. Deus não é assim. Então, aquilo que chamamos de Deus, o ser supremo, então, é uma atribuição errada sobre Deus.

E Jesus, então, nas suas cartas, vem exatamente corrigir isso, para todos nós, para toda a humanidade.



Fim
(Transcrito por TurboScribe.ai)


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